Ritos e metaforas na construçao de si e do mundo


Roberta CAMPOS
Universidade Federal de Pernamboco
 
Neste artigo tenho como preocupaçào a discussào de como os aspectos rituais e figuras de linguagem podem servir como modelos para açào. Ao longo da minha argumentaçào tomo como orientaçào a abordagem teorico-filosofica que entende que o pensamento, assim como o discurso, é um tipo de atividade social (Charles Taylor, Nelson Goodman e outros). Estarei assim, em busca das relaçoes da linguagem com a realidade. Camihno este que nào mais me leva à racionalidade regida por principios de logica aristotelicos (identidade, nào-contradiçào e terceiro excluido), mas a um estilo de racionalidade regida por principios sincrônicos (similaridade, contiguidade). No dizer de Morin, um principio dialogico que nos fala de um dialogo entre contrarios onde ha uma quebra na linearidade causa-efeito, e nos remete a uma causalidade circular onde nào ha espaço para buscas omtologicas.
Minha fonte de reflexào empirica é uma comunidade milenarista de mendicantes chamada “ Aves de Jesus ” no nordeste brasileiro. Pretendo investigar como este grupo define verdade e quais os seus critérios para a verdade. Acredito que a compreensào dos mecanismos da dimensào simbolica (como metafora, metonimia, ‘exemplification ’) possam fornecer um melhor entendimento do lugar da razào e da emoçào na organizaçào social, e de como os individuos chegam ao entendimento comum ; sem que sejamos presos na armadilha da razào pratica ou de uma estrutura ultima que, apesar de dizerem muito, perdem o fenômeno em si mesmo completament
 


* Congrés Inter-Latin pour la Pensée Complexe

I - PENSEE COMPLEXE